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Check-up Preventivo Digital

Acabou de chegar à clínica uma novidade que irá mudar o seu conceito sobre prevenção em saúde bucal. É o Check-up Preventivo Digital, um exame realizado através da captura de imagens por uma câmera intra-oral de alta definição. 

Com as imagens obtidas pode-se, por exemplo, analisar detalhadamente um dente e encontrar uma pequena infiltração ou o início de uma cárie antes mesmo que possam ser detectadas a olho nu ou mesmo através de uma radiografia. (É claro que os exames clínicos e radiológicos também serão realizados durante o check-up.)
Após o diagnóstico, é realizado um laudo, apontando todos os problemas encontrados e o plano de tratamento, se necessário. Todas as imagens ficam armazenadas para o acompanhamento da evolução do tratamento.



Qual a importância de se realizar um Check-up Preventivo Digital?
Quem já teve uma dor de dente sabe o transtorno que ela pode causar.  Normalmente o alarme é soado à noite, num fim de semana descontraído com a família, numa viagem de férias... Será que isso não poderia ser evitado? Certamente sim!
A odontologia moderna tem foco na manutenção da saúde bucal , através da prevenção. Pra quê sofrimento com a dor e os tratamentos quase sempre traumáticos, se você pode manter sua saúde bucal em dia, gastando infinitamente menos e tendo a satisfação ao visitar o seu dentista?

Pense nisso! Nas simples atitudes do dia-a-dia estão as grandes conquistas da vida!

Dr. Cristiano Belém CRO-GO 6209

Agende a sua visita: 62 3278-2797

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Clareamento dental: com ou sem supervisão?


A popularização do clareamento dental, que está mais barato, trouxe um perigo: kits para clarear os dentes são vendidos por preços baixos em todos os lugares e há quem realize o tratamento sem supervisão de um dentista.
Porém, tal prática, segundo especialistas, aumenta a possibilidade de surgirem problemas na gengiva e na estrutura do dente.
“O principal risco da prática não supervisionada é a exposição excessiva ao produto clareador, o que pode levar a um processo inflamatório no tecido da gengiva e à sensibilidade do dente. Além disso, a partir do chamado ponto de saturação, que é o grau máximo de clareamento, pode ocorrer o comprometimento do esmalte”, diz Patrícia Freitas, professora da Faculdade de Odontologia da USP.
Outra preocupação é o efeito cocarcinogênico do peróxido de hidrogênio presente no produto clareador dos kits, inlusives nas fitas clareadoras.  Nas mucosas, que são tecidos que não possuem a camada de queratina como na superfície da pele, este produto potencializa outros agentes químicos, físicos e vírus a induzir ao câncer.  Esse risco não existe na técnica de clareamento realizadas na cadeira do consultório por exemplo.
A venda do kit de clareamento não é proibida pela Anvisa (vigilância sanitária), por ser considerado um produto com fins cosméticos, no entanto, seu uso sem supervisão não é recomendado pelo Conselho Federal de Odontologia. “O paciente não sabe a quantidade do produto que deve aplicar, quanto tempo tem que usar e nem sabe se pode usar, porque se ele tiver problemas como cárie, placa bacteriana e gengivite, tem que tratar essas doenças antes de tudo”, diz.
Já o clareamento com supervisão não costuma oferecer riscos e é um procedimento muito seguro.

Agende sua avaliação: (62) 3278-2797

Veja também:
Clareamento Dental - Perguntas e respostas

Sorrisos mais brilhantes 

Excesso de refrigerantes traz danos aos dentes

Tomar refrigerantes em excesso pode fazer mal ao sorriso. Dentistas alertam que o consumo dessas bebidas pode manchar os dentes, levar ao aparecimento de cáries e também provocar a erosão do esmalte. Isso porque o refrigerante contém ácido fosfórico que destrói o esmalte do dente.
O esmalte não se recompõe e o dente fica desgastado, como se uma lixa tivesse sido passada nele, e também com manchas acastanhadas, além de mais sensível. Isso significa que é preciso restaurá-lo.
Segundo especialistas, não é preciso eliminar o refrigerante do cardápio, e sim consumi-lo com moderação.
Além dos refrigerantes, é preciso também ter cuidado com energéticos e sucos de frutas cítricas, como limão, laranja e abacaxi, que podem levar à erosão dental. Alimentos ácidos, como picles e vinagre, também podem causar o problema, quando consumidos em grande quantidade.
Para evitar surpresas como a erosão dental, os especialistas aconselham passar por consultas periódicas, a cada seis meses. Mas se o problema já estiver instalado, o ideal é que seja diagnosticado no começo, para que seja feita uma restrição alimentar. O dentista vai avaliar o que precisa ser feito de acordo com cada caso.

Fonte: Jornal Cidade
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Bruxismo e refluxo são comuns em pessoas com apneia do sono












Há uma alta prevalência de bruxismo e de refluxo gastroesofágico entre os pacientes com apneia obstrutiva do sono.


Condição marcada por interrupções da respiração durante o sono, causando roncos e complicações mais sérias -, segundo estudo apresentado esta semana no congresso CHEST 2009, nos Estados Unidos. O levantamento indicou que cerca de um em quatro pacientes com apneia sofre de bruxismo - condição marcada pelo ranger de dentes noturno e que afeta cerca de 8% da população americana -, e que 35% deles têm refluxo - retorno anormal do conteúdo estomacal para o esôfago.

Para investigar essa relação, os pesquisadores avaliaram 150 homens e 150 mulheres com apneia - cada grupo com 50 caucasianos (brancos), 50 afroamericanos e 50 hispânicos. E os resultados mostraram que 25,6% dos pacientes apresentavam ranger de dentes, enquanto 35% reclamavam de azia noturna e sintomas de refluxo. Avaliando a influência do gênero e da etnia na relação entre bruxismo, refluxo e apneia, os especialistas notaram que o ranger de dentes era mais comum nos homens (43%, contra 31% das mulheres) e nos caucasianos (35%, contra 19% dos hispânicos). E o refluxo foi mais comum em afroamericanos (40%, contra 31% dos hispânicos e 34% dos caucasianos).

"Distúrbios do sono como a apneia podem levar a muitas condições de saúde secundárias", revelou a médica Kalpalatha Guntupalli, presidente do American College of Chest Physicians. "Ao tratar a apneia do sono, os médicos devem também reconhecer e abordar as condições de saúde secundárias, como o bruxismo, com o objetivo de controlar completamente o distúrbio de sono de um paciente", complementou.

Associação entre Bruxismo e Apneia


Segundo o pesquisador Shyam Subramanian, líder do estudo, a relação entre apneia obstrutiva do sono e bruxismo noturno está normalmente associada a uma resposta a um estímulo. "O fim de um evento de apneia pode ser acompanhado de numerosos fenômenos na boca, como ronco, respiração ofegante, resmungos e ranger de dentes", explicou o especialista. "Homens, tipicamente, têm apneia do sono mais severa, e talvez possam ter mais respostas ao estímulo, o que poderia explicar a mais alta prevalência de ranger de dentes em homens. Além disso, os homens tendem a relatar mais sintomas de apneia do que as mulheres, como roncos, grunhidos e apneia presenciada".

Outros fatores que poderiam explicar a relação entre as duas condições seriam a ansiedade e o consumo de cafeína. "Altos níveis de ansiedade podem levar ao bruxismo, e a apneia do sono não-tratada é reconhecida como causa de distúrbios de humor, incluindo depressão e ansiedade", ressaltou o especialista. Além disso, segundo ele, "o sono diurno da apneia do sono pode fazer com que uma pessoa ingira cafeína, e isso está também associado com alto risco de bruxismo".

Fonte: http://boasaude.uol.com.br

Isotônicos x Erosão dentária



É normal e altamente indicativo o consumo de isotônico por atletas. Porém, um estudo feito por pesquisadores da Universidade de Nova York identificou que o consumo em demasia de bebidas esportivas pode levar a uma condição à qual chamamos de erosão dentária.

A erosão dentária é um processo que cresce gradualmente e tem efeito destrutivo, caracterizado pela perda do tecido duro dos dentes, acometido pela ação de ácidos contidos em bebidas, alimentos ou ainda provenientes do próprio organismo. A condição resulta no enfraquecimento e até mesmo na destruição do dente, independente da presença de bactérias.

Esse estudo apontou ainda que o ácido cítrico, presente nas bebidas esportivas, é o principal agente causador da erosão. O trabalho foi realizado com dentes de boi. O grupo de pesquisadores cortou pela metade esses dentes, que foram usados por conta de semelhanças em sua constituição com dentes humanos. Enquanto metade foi imersa em água, a outra parte foi inserida em isotônicos.

Os dentes foram imersos em bebidas esportivas por 90 minutos, para simular os efeitos de tais líquidos, de tempos em tempos, durante um dia inteiro. Ao observar as duas metades em microscópio e realizar análises químicas, foi possível observar um significativo aumento no amolecimento e na erosão nas partes mergulhadas em isotônicos.

Contra indicações:

Escovar os dentes imediatamente após o consumo desse tipo de bebida, não é recomendado. Pois, o esmalte do dente pode estar amolecido, o que deixa mais suscetível às propriedades abrasivas dos cremes dentais.

Para prevenir a erosão dentária, faça o consumo de bebidas esportivas com moderação. Além disso, após a ingestão, espere pelo menos meia hora para escovar os dentes, tempo suficiente para reendurecer o esmalte dentário. Quem consome essas bebidas com frequência, deve fazer uma consulta ao dentista para saber se é necessária a utilização de uma pasta que neutralize a acidez, fortalecendo assim os dentes.

Fonte: Terra
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A Perda dos Dentes e o Fator Emocional



De acordo com Freud, durante o desenvolvimento da fase oral, a região bucal, é a fonte principal das excitações e de realizações do bebê com o mundo. Estão diretamente relacionadas, as experiências de prazer e desprazer.

A boca é importante na alimentação e permite que a criança refaça seu vinculo com a mãe por meio de uma incorporação de sucção. Quando os dentes irrompem essa incorporação é substituída pela mordida, bem como pelo prazer de morder. Os dentes são sentidos como um instrumento de defesa. O aspecto psicológico da dentição está na mudança de atitude de passivo receptor para ativo destruidor.

Para os seres humanos os dentes significam símbolo de força, de agressão, de atitude ativa, e por isso perdê-los pode significar insegurança e ansiedade. Portanto os dentes auxiliam na ampliação do conceito “EU”.

O nascimento dos dentes é importante na organização psíquica, sua perda poderá implicar em conseqüências desfavoráveis para a vida emocional do sujeito.

A auto-estima de um indivíduo está diretamente relacionada à auto-imagem, que tem de si e a imagem ideal que a sociedade impõe. Nesta sociedade, o sorriso anuncia bem-estar, alegria, segurança, satisfação em relação a si e aos outros.

A inibição do sorriso tem conseqüências, diminui a auto-estima, impede a demonstração da alegria e do acolhimento, prejudicando o convívio social.

A perda dos dentes resulta no desequilíbrio das funções mastigatórias, deglutição, fala e estética. Pode ser sentido pela pessoa a se retrair, e descreve sintomas de isolamento social, que são conseqüências de um estado de desequilíbrio. Esta perda pode ser encarada de duas formas distintas. Uns inconformados, com sentimentos de impotência, incapacidade, ansiedade, buscando recuperar esta perda a qualquer custo, de forma a restaurar a estética. Outros reagem de maneira conformista, mostrando-se passivo diante do tratamento melhor a ser realizado em busca de seu bem estar.

A reposição dos dentes por meio de implantes visa um retorno à aparência, a estética e a função dos dentes. Visa à superação da falha corporal, um recurso de volta à imagem que tinha e queria continuar tendo.

O uso de implantes dentários resolverá o problema emocional desde que atenda as expectativas do paciente. Buscando a recomposição da integridade física perdida, mais do que uma substituição de dentes, é a reconstrução da imagem pessoal e social.

Quase 10 milhões de brasileiros precisam de cirurgia nos maxilares



O procedimento ainda é pouco conhecido e o nome pode até soar estranho, mas cerca de 10 milhões de brasileiros precisariam se submeter a uma cirurgia ortognática para a correção de problemas na maxila (estrutura óssea que suporta os dentes superiores) ou na mandíbula (que mantém os dentes inferiores).

A estimativa é feita pelo presidente do Colégio Brasileiro de Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial, Mario Francisco Real Gabrielli, com base em pesquisas realizadas por institutos norte-americanos e na literatura nacional da área. "De acordo com os números, 60% da população do país necessita de algum tipo de tratamento ortodôntico [uso de aparelhos para consertar a posição dos dentes ou fazer outros ajustes], mas 5% só resolveria o problema se passasse pela intervenção cirúrgica", calcula o cirurgião bucomaxilofacial.

Além de deixar o rosto assimétrico e esteticamente comprometido --fator que na maioria das vezes provoca o isolamento social dos pacientes, pois precisam conviver com as "brincadeiras" maldosas das pessoas--, ter o queixo pra frente ou pra trás causa problemas funcionais graves, como apneia, dores na musculatura do rosto, dores na ATM (articulação na frente dos ouvidos), enxaquecas e até disfunções estomacais (devido à mastigação incorreta).

Para detectar com exatidão a origem dessas dores e resolver de vez o problema, é necessária a orientação de um cirurgião bucomaxilofacial, para a realização de exames específicos. Ele deve avaliar se apenas o uso do aparelho ortodôntico é, ou não, suficiente para a resolução do caso.

De acordo com Gabrielli, apesar de ainda ser considerada baixa, a quantidade de pessoas que buscam informações e decidem iniciar o tratamento cirúrgico vem crescendo. "O número de pacientes que têm acesso aos tratamentos em clínicas privadas ou em cursos é cada vez maior, e a quantidade de cirurgiões que realizam o procedimento também está aumentando."

Segundo ele, quando o problema é moderado e o paciente ainda está em fase de crescimento, é possível usar técnicas de direcionamento para colocar os dentes na posição correta, mas, se a pessoa já for adulta, as compensações ortodônticas não chegam a resultados tão eficazes.

Uso do aparelho ortodôntico

Para que a intervenção cirúrgica possa acontecer, os dentes de cima e os de baixo precisam estar alinhados em suas respectivas bases ósseas, e esse posicionamento só é possível com a utilização de aparelhos ortodônticos fixos. Isso porque, para compensar o desalinhamento que ocorre entre a maxila e a mandíbula, os dentes acabam se movimentando pouco a pouco para melhorar a oclusão da boca.

Por essa razão, o uso do aparelho é indispensável para a realização da cirurgia --o tempo de permanência com ele pode variar de seis meses a dois anos.

Tipos de cirurgias

Com base nos exames e nas queixas do paciente, o bucomaxilofacial irá definir se a cirurgia deve ser realizada na maxila, na mandíbula ou nos dois, dependendo se o queixo é para frente (problema chamado de classe 3) ou para trás (conhecido como classe 2), além de ver a necessidade de fazer ou não uma mentoplastia (preenchimento ou retirada de parte óssea do queixo).

A cirurgia ortognática é realizada sob anestesia geral, e todas as incisões (cortes) são intraorais (como não há incisão externa, também não ficam cicatrizes).

Geralmente o paciente leva de duas a três horas para sair do centro cirúrgico, mas tudo depende das intervenções necessárias durante a operação. Por causa da anestesia geral, é preciso permanecer em observação no hospital por 24h, mas no dia seguinte ele já está apto a voltar para casa.

O paciente sai com a boca aberta, falando e respirando normalmente. Mas o inchaço aumenta bastante após o primeiro dia, e o ápice costuma ocorrer até seis dias depois. A partir disso, o rosto começa a voltar aos poucos ao normal, mas o chamado "inchaço residual" só vai desaparecer completamente após alguns meses.

Fonte: Folha Online

Reportagem Revista Época 29/05/2009


Quem observa a advogada Maria Fernanda Marcondes na sala de espera do consultório odontológico percebe que ela sofre ao ouvir o barulho da broca. As mãos ficam geladas e as pernas começam a tremer. É assim desde a infância. Mas, da última vez que foi ao dentista, Maria Fernanda teve uma experiência lúdica

Ela vestiu um par de óculos especiais e se divertiu assistindo ao clipe “Flor de lis”, do músico Djavan. Nem percebeu quando a agulha fina perfurou sua gengiva. Nem quando o dentista manuseou instrumentos pontiagudos em sua boca. “Até esqueci que estava no consultório”, diz.

Telas de LCD plugadas a iPods e óculos com imagens em alta resolução já aparecem em pelo menos 300 clínicas brasileiras. “A ideia é tranquilizar os pacientes e tornar a ida ao dentista mais prazerosa”, diz Rodrigo Bueno, da Associação Brasileira de Dentistas. Bueno adaptou uma esteira de massagens à cadeira dos pacientes. A “sessão de spa” acontece momentos antes da consulta. A pessoa deita-se confortavelmente na cadeira e regula a intensidade da massagem com um controle remoto.

Quando Bueno chega para a consulta, o paciente está menos estressado. “A anestesia aplicada em um músculo rígido dói bem mais que se for aplicada em um músculo relaxado”, diz Bueno. Técnicas de aromaterapia para disfarçar o cheiro de produtos químicos e salas anexas com acupunturistas e psicólogos completam o trabalho do dentista. A ideia é acabar com o trauma do alicate, da broca e da anestesia e, se possível, tornar a experiência prazerosa.

Boa parte das novidades tem efeito positivo na consulta, relatam os dentistas. Mas ainda é cedo para dizer de onde vem o relaxamento: se das terapias e tecnologias ou do efeito psicológico dessa parafernália. “De onde vem não importa. O que vale é que os pacientes ficam mais tranquilos e nós trabalhamos melhor”, afirma o dentista Eudes Gondim Júnior, especializado em tratamento de canais.

O dentista é disparado o profissional da saúde que mais causa medo aos pacientes, revela um estudo da Associação Americana de Odontologia. Estima-se que três em cada dez adultos tenham receio de ir ao dentista e pelo menos 10% demonstra sinais de desconforto, como mãos geladas e pernas trêmulas. Esse medo exagerado tem até nome: odontofobia, hoje uma área bastante estudada pela odontologia.

Nos casos mais extremos, o apoio da tecnologia pode até atrapalhar. “Eles veem os óculos como um recurso do médico para esconder a realidade deles”, diz John Fagun, membro da Sociedade Americana de Odontologia. “E não aceitam desviar a atenção para qualquer artefato que possa distraí-los.” Nesses casos, diz Fagun, a melhor estratégia é explicar passo a passo o que está acontecendo e interromper sempre que for necessário.

O passado da medicina justifica o medo que se tem de dentista. Os anestésicos não eram tão potentes quanto hoje, e sentir dor era comum. Extraía-se um dente sadio ao menor sinal de cárie. Era raro quem fosse acompanhado por um dentista ao longo da vida. E o destino de todos era terminar banguela e com um “casal” de dentaduras na boca.

Hoje, parte dos jovens de até 30 anos – acompanhados por dentistas desde a infância – chega sem cáries à fase adulta. Muitos só conhecem a limpeza e as aplicações de flúor. No máximo alinham os dentes mal posicionados e extraem os sisos. “Em cerca de 90% dos procedimentos, o paciente não sente mais dor”, diz Bueno.

Evitar a dor, aliás, é uma lei. Em cirurgias longas e delicadas, como implantes e enxertos, os pacientes são atendidos em hospitais, com anestesia geral e assistência médica. Até os tratamentos mais simples hoje têm aliados: há brocas silenciosas para crianças, produtos químicos que removem cáries superficiais e sedativos inalatórios que dispensam o uso de agulhas.

Os microscópios adaptados transformaram a rotina dos dentistas. Além de favorecerem uma postura mais ergonômica do profissional, sempre debruçado sobre o paciente, eles se provaram fundamentais em tratamentos de canais. “Ajudam a preservar estruturas frágeis e difíceis de ser vistas a olho nu”, diz Gondim Júnior.

A novidade que deve tornar a odontologia ainda mais precisa vem da tecnologia. Os novos programas para implantes dentários permitem criar moldes físicos da arcada do paciente. Esses moldes são marcados com o local exato em que o dentista deve perfurá-los no momento da cirurgia. Nunca foi tão fácil – e sem dor.

Enxaguatório Bucal e Câncer de Boca


Esse é o resultado de um recente estudo da revista científica Australiana, Dental Journal. Segundo o Prof. Mc.Culloch, o álcool presente em alguns enxaguatórios, ao ser espalhado na boca, sofre uma reação e transforma-se em aceltadeído, que é cancerígena.

O uso de enxaguatórios bucais no Brasil cresceu 2.277% de 1992 a 2007, mostra um levantamento realizado pelo cirurgião-dentista Marco Antônio Manfredini, pesquisador da Faculdade de Saúde Pública da USP (Universidade de São Paulo), baseado em informações da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos. De 2002 a 2007, o aumento foi de 190%.

Para Manfredini, o incentivo ao consumo indiscriminado de enxaguatórios deve ser criticado. "Observamos um grande investimento na indução ao uso do produto. E é importante dizer que, ao contrário da pasta, da escova e do fio dental, o colutório não tem indicação universal. É preciso concentrar a utilização para casos específicos."

Além de não ser essencial à saúde oral, o uso frequente de enxaguatórios bucais com álcool aumenta os riscos de câncer de boca e da faringe.

Uma revisão científica publicada no fim de 2008 na revista da Academia Dental Australiana compilou estudos do mundo todo que encontraram essa relação.

De acordo com os pesquisadores, há evidências suficientes para aceitar a ideia de que enxaguatórios bucais com álcool contribuem para aumentar a taxa de câncer oral.

Grande parte dos produtos comercializados no Brasil contém álcool. Um estudo brasileiro realizado com 309 pacientes e publicado no ano passado na "Revista de Saúde Pública" também encontrou a mesma associação.

"Algumas marcas chegam a ter 26% de álcool, e há pessoas que usam todos os dias. Hoje existem produtos no mercado sem álcool, que devem ser os escolhidos", diz o oncologista Luiz Paulo Kowalski, diretor do Departamento de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Hospital A. C. Camargo e um dos autores do trabalho.

De acordo com a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), fabricantes são obrigados a informar na embalagem a presença de álcool na composição.

O álcool presente nos enxaguantes contribui para o aumento das taxas de câncer oral de forma similar às bebidas alcoólicas --e sabe-se que o álcool é o segundo fator de risco para a doença, depois do tabagismo, aumentando de cinco a nove vezes os riscos.

"Brinco que a pessoa bebe sem usufruir da parte boa da bebida. O produto tem álcool não porque é um antisséptico, mas porque é um veículo muito eficiente, industrialmente conveniente e muito barato. Por isso as versões sem álcool tendem a ser mais caras", explica o dentista Alberto Consolaro, professor de patologia da Faculdade de Odontologia de Bauru da USP.

O álcool não é um agente causador de câncer isoladamente, mas uma enzima do organismo o transforma em acetaldeído, substância que pode alterar as células da boca e causar tumores na região.

"O problema é usar diariamente o produto, pois o dano constante não dá tempo de as células se repararem. O uso de enxaguatórios bucais [com álcool] precisa ser mais estudado, mas é algo parecido com o que ocorre com o cigarro: quanto mais exposição, maior o risco", diz Kowalski.

Por isso, dentistas recomendam o uso do produto sem álcool, seja manipulado, seja de marca.

"O produto é um bom auxiliar na limpeza da boca, mas não deve conter álcool. As pessoas acham que um enxágue que queima a boca é melhor, mas produto bom não precisa dar essa sensação. A substância antisséptica não é o álcool", diz Consolaro.

Indicações

Dentistas recomendam o uso de enxaguatórios após cirurgias, raspagem de dente, casos de alta incidência de cárie, doenças da gengiva e para pessoas que não têm coordenação motora para realizar uma boa escovação.

Para o restante da população, o uso é opcional, apesar de boa parte da publicidade desse tipo de produto sugerir que ele combate mau hálito.

"Do ponto de vista da higiene bucal, não é necessário. Quem tem boa higiene bucal geralmente não tem halitose --e, se tiver, não será o enxaguatório que vai resolver o problema", afirma Manfredini.

Há uma falta de controle desse tipo de produto por parte da vigilância sanitária. Os enxaguatórios são registrados como cosméticos na Anvisa, e fabricantes de produtos que não contêm flúor, ação antiplaca nem antisséptica não são obrigados a registrá-los --somente notificá-los à agência.